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SAÚDE

Startup e Senai desenvolvem leito robótico

Projeto que está sendo construído em Maringá permite colocar paciente sedado na posição vertical

Equipes da AMR e do Senai com o protótipo do leito robótico (Foto: Divulgação)

Um projeto desenvolvido entre a AMR Robotics e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) promete prevenir complicações decorrentes de má circulação sanguínea em pacientes acamados e, ao mesmo tempo, ajudar a equipe do hospital a manipular essas pessoas. O protótipo do leito robótico permite, por exemplo, manter o paciente internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na posição vertical.

Cirurgião oncológico e fundador da AMR, Leonardo Arnoni explica que a parte hardware do projeto é formada por um “colchão” de sete rolos que giram em seus próprios eixos. Um software controla as funcionalidades do equipamento. Segundo ele, a solução é inédita, ao menos no Brasil. “Fiz uma busca bastante completa em bancos de dados de patentes do Brasil e não encontrei nada parecido com o que a gente está desenvolvendo”, afirma.

Há cerca de dois anos, o médico, que é de Maringá, procurou o Instituto Senai de Tecnologia (IST) em Metalmecânica, localizado na cidade, com uma “ideia abstrata” do leito robótico na cabeça. “Testamos vários desenhos até chegar no atual formato”, conta.

Ele ressalta que já existem colchões capazes de alternar os pontos de pressão do corpo do paciente visando o combate às úlceras de pressão, mais conhecidas como escaras. Mas não com a mesma precisão de movimentos da nova proposta.

Além das escaras, o médico diz ser comum nas UTIs a ocorrência de tromboses, perdas e atrofias musculares e perda da capacidade pulmonar, entre outros problemas, conforme a internação se prolonga. O leito robótico, segundo o profissional, pode minimizar todos eles.

Foto: Divulgação

O fato de permitir que a pessoa, mesmo sedada, fique na posição vertical, pode ajudar na alimentação e no desmame dos ventiladores respiratórios e possibilitar à enfermagem uma higienização mais eficaz do paciente. “Nosso desafio foi fazer algo sensível e adaptativo ao corpo de cada pessoa. O plano é criar um ciclo de movimento e respeitar esse ciclo em cada paciente. A gente ainda está caminhando bastante na parte da programação dessa máquina.”

Juliano Coelho, líder técnico da área de desenvolvimento do IST, ressalta que o projeto está totalmente embasado na literatura médica. “Colocamos os sete rolos articulados visando obter as melhores posições do paciente no leito, de acordo com a literatura, e levando em conta a variação das medidas de cada um.”

A coordenadora de tecnologia e inovação do IST, Lídia Gomes Mendonça, diz que o protótipo precisa de aprimoramentos. “Mas diante da ideia inicial, já evoluímos bastante. A gente conseguiu passar por todas as etapas de um projeto de inovação, que é o design, o projeto mecânico, a simulação computacional, a utilização de câmeras a laser, a impressão 3D”, destaca.

A AMR já investiu cerca de R$ 1,5 milhão no leito robótico e está em busca de parceiros para viabilizar a continuidade do projeto. O equipamento ainda não foi testado em pacientes. Para isso, será necessária autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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