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Startup de geomarketing mira ampliar mercado

Siga projeta crescimento de cinco vezes em 2021 com conquista de clientes como cooperativas de crédito e multinacional do agro
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Mateus Felini, fundador da Siga Geomarketing, tem grandes empresas como clientes, mas planeja estender foco às micro e pequenas (Foto: Divulgação)

A Siga Geomarketing planeja crescer ao menos cinco vezes neste ano. Fundada em Maringá há pouco mais de dois anos, a plataforma usa dados de vários órgãos públicos para apresentar ao cliente as melhores estratégias e políticas de negócio, com base no território e nos costumes dos consumidores de cada bairro.

Hoje voltada para grandes empresas, a Siga funciona como uma ferramenta de inteligência de mercado para definir estratégias e oportunidades de negócio. Interessados em abrir filiais, franquias, agências bancárias ou mesmo encontrar alvos para contatos comerciais podem definir até mesmo a rua onde devem atuar, diz Mateus Felini, geógrafo e fundador da startup. 

Os clientes contam com mapas detalhados, com dados socioeconômicos, populacionais e sobre as empresas. As informações estão disponíveis para mais de 5 mil cidades brasileiras. É possível usá-las para definir estratégias, calcular o retorno sobre investimentos (ROI, na sigla em inglês) e encontrar zonas de fluxo.

“É possível ver o potencial de consumo por categoria naquela rua, quantos reais se gasta com alimentação fora do lar, quanto se paga de aluguel, a renda dos moradores, ou se as empresas estão abrindo ou fechando”, explica Felini. Os dados são de órgãos como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Ministério do Trabalho e a Receita Federal, entre outros. 

Como clientes, a Siga tem hoje empresas como Sicredi, Sicoob, Cargill, ZF Autopeças e Universidade Cidade Verde, entre outras, em setores que vão do bancário à venda de softwares. 

PRIMEIROS ERROS

Para quem busca seguir o mesmo caminho, o fundador da Siga sugere dar uma atenção a mais aos processos. Apesar de ter a plataforma de geomarketing pronta, ele explica que demorou a entender os próprios erros. “Logo que começamos, tentamos vender para todos os segmentos, lojas de piscina, enfim, atividades que estão muito longe do perfil de cliente que atendemos hoje. Falamos com 106 empresários para só então conseguir os primeiros dois contratos.”

Foi um ano até que a Siga atingisse o ponto de equilíbrio, o que só ocorreu quando o grupo começou a documentar as respostas e informações de cada contato. “Quando você começa uma startup, acha que cuidar dos processos é coisa de empresa tradicional, que pode ser mais ágil. Mas esses processos não atrasam, e sim ajudam a atingir resultados de forma mais rápida no médio prazo.”

Ferramenta permite escolher mais de 5 mil cidades para pesquisar informações (Imagem: Reprodução)

SALTO

Felini conta que trabalhava como consultor ambiental e percebeu uma oportunidade quando clientes reclamavam da dificuldade em extrair informações que facilitassem as estratégias de negócios. Por ser geógrafo e por ter acesso a esses dados, pensou em desenvolver a plataforma de geomarketing.  

Sem recursos para contratações, e depois que o primeiro sócio resolveu seguir outro caminho, Felini se capacitou e aprendeu a programar. Fez então o primeiro protótipo da ferramenta, que funcionou como o mínimo produto viável (MVP), e já conseguiu dois clientes. Com mais dois sócios, resolveram contratar desenvolvedores e hoje trabalham em 11 na Siga. 

“Fomos acelerados na Evoa, o que ajudou muito e gerou contatos que seriam difíceis de conseguir de outra maneira. Também aprendemos a desenvolver toda a metodologia de trabalho de uma startup, com MVP, validação de público, discurso, canal de venda, produto, tudo.“

Por conseguir deixar o produto mais simples e flexível para cada tipo de público, reduzindo até mesmo a demanda por suporte, Felini diz que conseguiu ampliar a carteira de clientes. “Durante a aceleração foi que conseguimos vender para mais empresas. Tínhamos validado o produto, mas tínhamos problema no modelo de negócio, na precificação, dificuldades de implantação. Só que, a partir do momento que você está no mercado, você vai corrigindo”, diz. “Claro que números de startups são menores. Mas crescemos 500% em três meses”, completa.

GEOMARKETING PARA TODOS

O plano para os próximos meses é usar ainda mais o machine learning, ou aprendizado da máquina. Mais focada no momento em grandes empresas, a Siga busca se desenvolver para se popularizar entre os pequenos negócios. 

“Sempre tivemos o objetivo de nos tornarmos a ferramenta de inteligência comercial mais popular entre as empresas. Queremos chegar ao ponto em que, de tão comum, será absurdo não utilizar a Siga Geomarketing na sua empresa”, projeta Felini.

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