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GOVERNANÇAS

Inovemm dá novo impulso à eletrometalmecânica

Indústria é uma das principais apostas para a economia londrinense e articulação de ativos do setor busca fortalecê-la

Com 3 mil empresas e responsável pela oferta de 18,5 mil empregos, a indústria eletrometalmecânica é uma das principais apostas para a economia de Londrina e uma das áreas consideradas prioritárias para inovação na cidade. Sob o comando do Sindicato das Indústrias, Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Elétricos do Norte do Paraná (Sindimetal), o setor vem se organizando há muitos anos e é responsável por um dos principais eventos da agenda do empresariado local, a Feira Eletrometalmecância, que coleciona mais de 15 edições.

Ricardo Cândido, coordenador do Inovemm (Foto: Divulgação)

Em 2018, essa indústria deu um novo passo ao se juntar a universidades e outras instituições públicas e privadas e formalizar uma governança, batizada de Inovemm. “A integração entre academia e empresas sempre foi um desafio. Na governança, a gente cria formas de estreitar essa relação”, afirma o coordenador da Inovemm, Ricardo Cândido.

Fortalecer a eletrometalmecânica, na visão dele, ajuda a fixar mão de obra qualificada em Londrina. “Temos vários cursos de engenharia nas universidades locais e esse pessoal acaba indo embora se não tiver empresas para contratar. Oferecemos empregos mais qualificados, com salários diferenciados. E ajudamos a aumentar o capital movimentado na cidade, impulsionando outros setores, como o comércio e os serviços”, declara.

A Inovemm, segundo Cândido, tem se esforçado para envolver as menores empresas do setor, despertando nelas a importância da inovação. “São negócios nos quais o empresário está tão envolvido no processo de produção, correndo atrás dos problemas do dia a dia, que não tem de pensar em inovar”, alega. “Buscamos sensibilizar esses empresários a participarem do nosso movimento.”

Diretor de novos negócios da Indusfrio, Sérgio Henrique Pacheco afirma que a governança tem conseguindo atrair a participação de mais empresas desde o ano passado, quando passou a fazer suas reuniões de forma virtual, devido à pandemia do novo coronavírus. “Houve um acréscimo de participação”, conta.

Sérgio Henrique Pacheco, da Indusfrio (Foto: Divulgação)

Criada há 42 anos, a indústria é uma das principais articuladoras do ecossistema. “Temos a inovação em nosso DNA”, justifica. De acordo com o diretor, a empresa teve de se reinventar várias vezes e o pensamento inovador foi fundamental para sua longevidade. “Começamos como fábrica de gelo e depois passamos a fazer balcões refrigerados para padarias”, conta ele, ressaltando que o foco atual da indústria é fornecer equipamentos para redes de restaurantes como Madero e Coco Bambu.

As fritadeiras industriais foram outro produto importante na história da indústria e ainda têm participação relevante nos negócios. Com a marca Indusfritas, a fábrica segue fornecendo esses equipamentos principalmente na região Nordeste do país. E, por meio da startup Vertron (clique aqui para saber mais), passou a atuar no agronegócio.

A equipe de inovação liderada por Pacheco também tem produtos projetados para a área de saúde, segmento no qual ainda não atua. “Estamos sempre procurando entender e nos adaptar às necessidades do mercado. E a inovação acontece nesse processo.”

O diretor alega que, da mesma forma que a tecnologia da informação e comunicação (TIC), o eletrometalmecânico é um setor transversal. “Temos esse potencial de nos aproximar dos demais setores produtivos e trazer novas soluções.”

Outra indústria londrinense que tem participação ativa na Inovemm é a Hydronlubz, que se prepara para participar de seu primeiro edital. A empresa, criada há 14 anos, tenta buscar financiamento de R$ 300 mil na Fundação Araucária para um projeto de inovação relacionado ao processo de fabricação de bombas de graxa. “Estamos participando para ganhar experiência”, conta o diretor presidente, Jorge Henrique Fornasier.

Jorge Henrique Fornasier, da Hydronlubz (Foto: Divulgação)

A indústria, que também produz lavadoras de alta pressão e mobília de aço, tem uma equipe específica para tratar de produtos inovadores. “São pessoas com alta qualificação. Temos duas designers, uma com doutorado e outra com pós-doutorado.”

O investimento em mão de obra especializada, segundo o empresário, permitiu à fábrica patentear novidades como um porcelanato líquido que fixa fotografias em banquetas de aço. Ele ressalta, no entanto, que inovar vai além de apresentar novos produtos. Há seis anos, a Hydronlubz adotou a metodologia Lean, que visa reduzir desperdícios e aumentar a eficiência em processos. “Conseguimos triplicar o volume de produção com o Lean. Os processos ficam muito mais enxutos, rápidos, mais organizados, mais limpos.”

Com 77 funcionários, a empresa apresentou crescimento de 30% no primeiro bimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2020.

Empresário e antiga liderança do setor eletrometalmecânico, Valter Orsi considera que a inovação é um “despertar”. “É a necessidade que vem de fora estimular você a buscar melhores resultados.”

A formalização da governança do setor, segundo ele, veio dar mais força e quebrar uma “certa acomodação” na indústria. “A troca de informações estimula você a criar outros produtos e aperfeiçoar os que você já tem.”

Ele acredita que o maior desafio ainda seja derrubar as barreiras que existem entre a academia e as empresas. “Enquanto em outros países os doutores estão no setor produtivo, aqui no Brasil estão na academia.” Para o empresário, é necessário um esforço de ambos os lados para uma maior aproximação.

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