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Durante estágio, estudantes lançam gerenciador de rebanho

Alunos de ciências da computação ouvem sugestões de empresários, desenvolvem plataforma simplificada e conquistam cinco clientes entre pecuaristas paranaenses
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Leonardo Maximino é sócio de plataforma de gerenciamento de rebanho criada enquanto era universitário (Foto: Divulgação)

Dois universitários de Londrina usaram o estágio obrigatório do curso de ciências da computação para desenvolver e lançar a plataforma Web Farm, para gerenciar fazendas e controlar rebanhos bovinos. A ideia partiu de conversas com empresários para simplificar a inclusão de dados em relação a outras ferramentas do tipo e permitiu que a dupla já contratasse uma estagiária e fechasse com cinco clientes, em menos de um ano. 

A plataforma parte do princípio de usar poucas informações para fazer com que o cliente se familiarize com a tecnologia, com inclusão de módulos com novas cadeias de dados de acordo com a necessidade e interesse do pecuarista. Assim, os sócios Leonardo Maximino e Elias Soares da Silva buscaram oferecer um diferencial em relação a concorrentes já existentes no mercado e um avanço ante as “ultrapassadas” planilhas de papel.

Maximino conta que atuava como desenvolvedor de uma loteadora, que também tinha clientes na zona rural. A empresa passou a fazer a gestão de fazendas, mas as informações eram anotadas por funcionários e repassadas a planilhas de Excel. “Eles precisavam de um sistema para padronizar esse controle; procuraram no mercado, então, existiam outros sistemas, porém, todos muito complexos e que fugiam do nosso objetivo de dar simplicidade para a lida do homem do campo”, afirma.

Os proprietários da empresa imobiliária apresentaram o problema ao funcionário, que a usou no estágio obrigatório no último ano de curso, na Unifil. Maximino e Silva fizeram uma dupla, desenvolveram as telas e o mínimo produto viável (MVP) para um pecuarista específico. “Ele (chefe de Maximino) começou a se interessar e disse que, se eu quisesse abrir a minha empresa, a propriedade do domínio da solução era minha, então achei interessante e busquei validar no mercado, porque eram só duas pessoas com interesse até então.”

A dupla de ainda estudantes passou a conversar com clientes em potencial em feiras e eventos de veterinária e agropecuária, além de ouvir também quem trabalha diretamente com os rebanhos. “Todos sentiam a falta de uma solução simples para a tomada de decisões, uma solução em que o cadastro já servisse para o controle de estoque”, diz Maximino. 

SIMPLICAÇÃO

Nas principais plataformas do tipo no mercado, ele diz que há um grande número de módulos de dados já disponíveis no sistema, o que acaba por assustar quem não está tão acostumado com aplicativos e tecnologia. Por isso, optou por começar com a inclusão do identificador dos animais, aquele “brinco” usado no rebanho. “Às vezes, o fazendeiro só quer saber a quantidade exata de itens na fazenda, então já consegue ter um controle de estoque mais preciso, para então começarmos a oferecer os diferenciais”, explica. Maximino completa que depois aparecem módulos extras, porque o pecuarista se interessa por dados como pesagem dos animais, quais as matrizes que mais dão crias, histórico de pesagem, controle de caixa, entre outras informações. 

Em meados de setembro do ano passado, ele e Silva abriram a Coderoom Solutions e lançaram a Web Farm, que já passou a atender a OC Bittencourt Empreendimentos Imobiliários, onde Maximino era desenvolvedor. “O que validou mesmo nossa ideia foi o período de 14 dias que oferecemos de teste grátis, porque sempre existe o receio de pagar pela plataforma. No meio agropecuário, eles trabalham muito com indicações, depois de verem que um amigo ou vizinho usa aquela solução, então tivemos um crescimento orgânico”, conta. 

Um serviço que já está em desenvolvimento para a inclusão na plataforma é voltado para veterinários que trabalham nas fazendas, com controle de uso de medicamentos e gastos. Outro ponto que começaram a buscar é trabalhar com inteligência artificial e reconhecimento facial dos animais. “É algo bem novo, existem alguns artigos na área, mas seria um grande diferencial para a solução, principalmente para produtores bovinos que trabalham com confinamento e querem saber quanto o animal comeu, qual o ganho de peso, essas coisas. Tudo sem precisar colocar todas as vezes os dados no aplicativo”, planeja. 

Elias Silva é colega de classe e sócio de Maximino, mas ambos moram em cidades diferentes e se conectam pela web (Foto: Divulgação)

Com uma estagiária do mesmo curso, contratada para trabalhar no desenvolvimento do aplicativo para telefone, a Web Farm faz hoje a gestão de 5 mil cabeças de gado, em fazendas nas cidades paranaenses de Pitanga, Nova Tebas e Campo Mourão. Até mesmo os três envolvidos no projeto trabalham à distância, com Maximino em Campo Mourão, Silva em Londrina e a contratada, em Sertanópolis. Enquanto aguardam um melhor controle da pandemia de covid-19, para apresentar a plataforma em leilões e conquistar clientes, eles se capacitam e começam a pensar na aceleração da startup. “A tendência é as coisas voltarem ao normal e temos metas mais pé no chão no momento, de conseguir até dois clientes por mês”, encerra o agora empreendedor Maximino.

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