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Cloud é aposta de Big Techs no mercado de games

Plataformas de streaming com jogos na nuvem são o futuro para jogadores que querem fugir dos consoles

Futurista testou "Hellblade" no xCloud, que pode ser jogado sem controle, na tela do celular (Foto: Divulgação)

Em meio à transformação digital a fórceps pela qual muitas empresas tiveram que passar em 2020 devido à pandemia, as chamadas Big Techs – empresas dominantes na indústria da tecnologia – nadaram de braçada e puderam implementar soluções como Inteligência Artificial (IA), cloud, blockchain e ferramentas de cibersegurança para que muitos negócios continuassem rodando e expandindo pelo mundo.

Mas as Big Techs também estão prospectando novos mercados para implementar suas tecnologias, e o nicho de games, claramente, é um alvo cheio de potencial. De acordo com o novo relatório da SuperData – braço de análise de entretenimento da Nielsen –, o mercado mundial de games no ano passado teve receita 12% maior comparado a 2019, atingindo a marca de US$ 126,6 bilhões, impactado pela Covid-19.

Os três jogos mais rentáveis nos videogames foram, segundo o documento, “Call of Duty: Modern Warfare”, “Fifa 20” e “GTA V”.

As Big Techs conhecem todo potencial desse mercado há alguns anos – inclusive com a ascensão poderosa dos eSports – e sabem a força do streaming para potencializar o mercado no futuro, principalmente com a tecnologia da nuvem para que os jogadores possam rodar os jogos sem nenhum tipo de console.

O Futurista traz agora quais são as estratégias de algumas delas para ganhar market share e implementar tecnologias que já estão sendo usadas em outros segmentos de mercado. Confira:

Foto: Divulgação

Microsoft xCloud

Mesmo com consoles da nova geração no mercado com força total, a Microsoft aposta forte no Projeto xCloud, em que os jogadores podem jogar games da biblioteca Xbox no celular ou tablet diretamente da nuvem, incluindo games triple A como “Devil May Cry 5”, “Tekken 7”, “Forza Horizon 4” e muito mais – sem esperar os downloads.

O projeto ainda está em fase beta no Brasil para alguns jogadores selecionados e o Futurista teve a oportunidade de testar o xCloud. Com um controle bluetooth Xbox foi possível entender, sem dúvida, qual será o futuro dos games.

A experiência completamente remota é incrível e, com uma internet de alta velocidade estável, mostra que o lag foi praticamente zero nos testes da reportagem. A Microsoft disponibiliza ainda alguns games em que é possível jogar diretamente no touch do celular, como o incrível “Hellblade Senua’s Sacrifice”.

A expectativa é que o serviço chegue oficialmente ao Brasil em breve, enquanto a experiência já pode ser mais aprofundada em outros países. Pensar que será possível jogar sem nenhum console, num preço em conta, é extremamente promissor. Ponto para a Microsoft.

Google Stadia

Lançado em 2019, o Google Stadia dava a impressão de que iria nadar de braçada neste mercado de games via streaming. Precursor de uma empresa extremamente conhecida e com um lançamento de impacto, parecia que iria deixar os concorrentes comendo poeira. Mas com uma estratégia errada de condução dos trabalhos, com biblioteca pobre de jogos no lançamento e muitos lags e baixa resolução ao longo da jogatina, os reviews iniciais dos veículos especializados deram uma arrefecida no hype.

Posteriormente, diversos executivos deixaram os trabalhos e aparentemente agora o projeto respira por aparelhos. Será que a Google será capaz de mudar esse jogo num momento que a Microsoft vem tão forte?

Foto: Divulgação

Amazon Luna

Na cola das concorrentes, a Amazon também começa a apostar em streaming de games na nuvem, que, aliás, é um dos nichos fortes da empresa com a AWS. Até aqui, os trabalhos são iniciais nos Estados Unidos, com “early access”, e o valor cobrado dos jogadores é de US$ 5,99 para uma biblioteca com games como “Grid”, “Control” e “Metro Exodus”, resolução em 1080p a 60 fps e dois dispositivos conectados ao mesmo tempo.

Já para uma lista com games da Ubisoft, o valor sobe para US$ 14,99. Vale dizer que em alguns televisores de última geração nos Estados Unidos, o app do Luna já vem embarcado.

IBM

Mesmo com um foco voltado ao mercado b2b, a IBM também utiliza suas tecnologias mais conhecidas no mercado para galgar espaço no segmento de games. Recentemente, a empresa fez uma parceria com a Blizzard, criadora do famoso jogo “Overwatch”, para utilizar ferramentas de IBM Watson e assim garantir uma forma precisa baseada em inteligência artificial para avaliar os jogadores e suas equipes em um Power Ranking durante o Overwatch League, principal liga mundial do game.

Netflix quer fatia de mercado

Neste mês, a gigante do streaming apresentou um balanço do segundo trimestre de 2021 que apontou uma perda de assinantes nos Estados Unidos, mas crescimento no total do mundo. Entre os números, a novidade: apostar também no mercado de games, principalmente celulares, sem custo adicional para os assinantes. “Estamos empolgados como sempre com nossa oferta de filmes e séries de TV e esperamos um longo caminho de aumento de investimento e crescimento em todas as nossas categorias de conteúdo existentes. Mas como estamos quase uma década em nosso avanço na programação original, pensamos que é o momento certo para aprender mais sobre como nossos membros valorizam os jogos”, disse a empresa em nota.

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