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Cinco ideias para a Ubisoft fugir da mesmice

Uma das desenvolvedoras com mais jogos de renome na última década produz muito, nem sempre agrada fãs, mas ainda dá para inovar
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Cena do jogo "Immortals Fenix Rising" (Foto: Reprodução)

Uma das desenvolvedoras que mais lançaram jogos triple A na última década, a francesa Ubisoft vive uma relação com a crítica especializada e jogadores de amor e ódio nos últimos anos. Natural, a empresa é marcada por franquias aclamadas como Assassin’s Creed, Far Cry e Watch Dogs. Por outro lado, a necessidade de lançar jogos dessas séries em quantidade exagerada fez com que eles fossem perdendo crédito no mercado, afinal, os games de forma geral parecem se tornar pasteurizados, muito similares e sem a originalidade que muitos jogadores buscam.

Entretanto, não se pode negar que a empresa também busca inovar trazendo novos títulos, o que aconteceu há alguns meses com “Immortals Fenix Rising”. O jogo chegou como um bálsamo no final do ano passado após o lançamento bem mais ou menos de “Watch Dogs 3”. O game traz um frescor e fez com que os gamers que conhecem a empresa de perto relembrassem jogos incríveis de alguns anos atrás, como “Valliant Hearts” e “Child of Light”. Games altamente artísticos, com histórias sensíveis e que fogem da “commoditização” de muitas franquias.

O Futurista recebeu uma cópia da Ubisoft Brasil de “Immortals Fenix Rising” e elenca aqui cinco ideias do game que a desenvolvedora precisa levar adiante nos próximos jogos para fugir da mesmice de suas franquias mais aclamadas.

1) SE O MUNDO É ABERTO, FUJA DE REPETIÇÕES

A Ubisoft sabe (e curte) produzir jogos de mundo aberto. Entretanto, muitas vezes a empresa foi criticada pelas missões muito similares ao longo da jornada de franquias como Assassin’s Creed e Far Cry. Críticas muito bem fundamentadas, aliás. Em “Immortals”, a variedade de puzzles ao longo da jornada de Fenix e o confronto com bosses épicos, aliados à fluidez do combate, fizeram com que caminhar pela Ilha Dourada seja prazeroso, leve e surpreendente. Em suma, o mundo aberto não cansa e dá vontade de jogar mais!

2) DESPRETENSÃO E TOQUES CÔMICOS

No mundo mitológico da trama, quem conta a história diretamente para nós, jogadores, é Prometeu, com comentários de Zeus. O ponto assertivo: nada é sério, o bate-papo entre eles é em tom cômico (quase como um narrador e comentarista de transmissões esportivas). Num mundo real com tantas dificuldades que estamos vivendo, jogar videogame não precisa ser mais um fardo. Ubi, leve essa comicidade para outros jogos. Acertaram em cheio.

3) SE INSPIRAR EM JOGOS NÃO É DEMÉRITO

Muitos reviews de “Immortals” (ou talvez, todos) mencionaram as similaridades de “Immortals” com “Zelda: Breath of The Wild”, lançado em 2017 pela Nintendo e que acabou sendo um marco para a indústria de games devido ao seu novo conceito de mundo aberto e riqueza de detalhes. “Immortals” se inspira (para não dizer, copia) em muitas dessas ferramentas e gameplay na aventura de Fenix, o que acabou claro, sendo um ponto positivo para o jogo, que subiu de nível. Isso não desqualifica o game, que soube trazer sua história original pegando ferramentas criadas pela “Big N”. Paciência, faz parte do mercado.

4) PUZZLES

Uma delícia que precisa ser mais explorada pela Ubi: entrar nas Câmaras de Tártaro para obter recursos exclusivos, sem dúvida, é uma das cerejas do bolo de “Immortals” que precisam ser levadas para outros games da Ubi. A dificuldade e variedade dos quebra-cabeças trazem aquela sensação de prazer quando solucionados. Acho bacana porque esse tipo de mecânica pode ser explorado em outros tipos de games e a Ubisoft mostrou que tem um time dedicado para extrair o melhor nesse tipo de desenvolvimento. Usem e abusem, pessoal!

5) OLHAR PARA TRÁS E BUSCAR O SENSÍVEL

As principais franquias da Ubisoft têm tom realista no maior estilo “tiro, porrada e bomba” com Far Cry, The Division, Raibow Six e por aí vai. No passado, como já foi citado, a empresa trazia mais sensibilidade, como em “Child of Light” e “Valliant Hearts”. “Immortals” traz um pouco disso também. Nem tudo é guerra, Ubi, e vocês sabem disso.

LEIA MAIS:

Como a Nintendo pode inspirar outras empresas

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