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AGRO

Antena 5G vai criar fazendas inteligentes em Londrina

Equipamento será instalado na Embrapa, no distrito da Warta, até julho, segundo o Ministério das Comunicações

Produtores rurais e moradores do distrito da Warta (zona norte de Londrina) vão usufruir dos benefícios da tecnologia 5G com a instalação de uma antena na sede da Embrapa Soja, prevista para o mês de julho. A iniciativa faz parte de um projeto-piloto de fazendas inteligentes dos ministérios das Comunicações e da Agricultura (Mapa). Além de Londrina, outras seis cidades brasileiras receberão as antenas: Rondonópolis (MT), Uberaba (MG), Ponta Porã (MS), Rio Verde (GO), Petrolina (PE) e Bebedouro (SP).

O chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno, ressalta que Londrina é a única cidade da Região Sul beneficiada. E que foi escolhida pelo Ministério das Comunicações por abrigar o Polo Tecnológico do Agro, instalado pelo Mapa há pouco mais de um ano.

Nepomuceno explica que a tecnologia 5G vai permitir ao produtor rural obter informações de suas lavouras em tempo real e tomar decisões mais assertivas e rápidas. “Hoje, já temos vários sensores que mostram, por exemplo, a umidade do solo, o quanto de nutrientes é desviado pelas chuvas. Há muitas informações que ajudam a decidir a hora de aplicar um defensivo ou de fazer a colheita. Com o 5G, teremos isso em tempo real”, complementa.

Bruno Guidi de Souza, gerente de agricultura de precisão da Cocamar Máquinas (Concessionária John Deere), informa que atualmente há 512 maquinários agrícolas conectados ao Centro de Soluções Conectadas da loja, nas regiões Norte e Noroeste do Paraná. São equipamentos com sensores capazes de determinar, por exemplo, a produtividade de cada talhão. “São inúmeras informações que as máquinas têm como apurar, como a quantidade de diesel que está sendo gasta em cada pedaço de terra”, alega.

Souza ressalta que esses equipamentos funcionam hoje com tecnologia 3G. “Mas há muitas áreas, nas baixadas, por exemplo, sem cobertura. O 5G atua numa frequência mais alta e tem uma cobertura mais homogênea.”

Ele destaca que, com a melhora da tecnologia, as máquinas vão conseguir se comunicar melhor entre si. “Uma plantadeira que já percorreu uma determinada área consegue dizer para a outra desligar automaticamente (o sistema de semeadura) no local exato onde a primeira passou.”

Será possível também fazer correções de solo a distância. “Fazemos as prescrições do escritório e enviamos para a máquina que está no campo fazer a aplicação correta de calcário”, exemplifica. A mesma eficiência pode ser obtida na aplicação de defensivos.

OPORTUNIDADES

O chefe da Embrapa conta que, na região onde fica a empresa, há propriedades rurais que variam de 30 a 150 hectares. Ele acredita que a chegada da antena é uma oportunidade para startups desenvolverem soluções para os produtores. “Há muita coisa que pode ser desenvolvida, muitos equipamentos que podem entrar na lavoura para detectar, por exemplo, a presença de um inseto.”

Nepomuceno ressalta que a antena vai beneficiar também os cerca de 1,5 mil moradores do distrito da Warta. E que esse também é um público para o qual poderão ser desenvolvidas novas soluções.

O chefe da Embrapa esteve na reunião em que o ministro das Comunicações, Fábio Faria, confirmou a instalação da antena até julho em Londrina. A audiência foi no dia 26 de maio, em Brasília, e contou com a presença da deputada federal Luísa Canziani (PTB-PR).

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